Domingo, Novembro 13, 2005

Nexo de Alex


Deixe-me tomar mais uma xícara
Desse café que fiz pela manhã
E que nessa madrugada solitária,
Está menos frio
Do que a minha coragem.
Nesse momento só uma luz está acesa
E só uma pessoa depende de seus raios.
Só há um prato, um copo, um garfo-
E uma faca;
Em meu castelo de areia virtual e imaginário
Posso dizer ainda que mais ninguém,
Mais ninguém...
Embora que, um mendigo
Tenha me dito na rua
Que nunca estamos sois.
Senta-te e liga a TV!
Veja a realidade que não é a sua,
Sonhe com tudo aquilo
Que não podes ter
Só pra te enterter e me divertir...
Não se acanhe de rir sozinho
E muito menos de dormir com medo
Pois, nunca é tarde para reviver
Fobias que te faz "vivo e inerte"
Ao tempo.
São duas horas da noite
E não consegui dormir ainda.

Sábado, Outubro 22, 2005

Asas

Suas asas gigantes
Parecem envergar as imagens
Que aparentam normalidades casuais.
Suas asas gigantes
São como cílios que abrem e fecham
Milhares de vezes
Constituindo as brisas, o vento, o furacão perfeito...
Vejo agora, que não vejo nada
Que não ouço o que pareço ouvir
E, asas que "crescem", não irão
Me proteger do frio noturno
E do pavor que se sente
Ao dormir sozinho no escuro inigualável
Do meu desconforme quarto
Que se perde nas asas do bater das asas
Que trás consigo todo o resto
Das coisas que perdi sob o lençol
Sob o medo de acordar
E constatar, que a minha existência
Só acontece por interesses dos quais
Eu amo e zelo.

Sábado, Julho 23, 2005

Monólogo UltraSimbolista


Estou sempre esperando demais das pessoas
Deixando que meus sonhos edifiquem-se
Sobre alicerces endurecidos pela inveja
Pelo ódio, hipocrisia ...Ambição
E a única luz na escuridão
É a Lua no Céu bordado de estrelas
Embaçada de poeir-Produto da poluição
Para o seu bem estar
Para o meu bem estar
Para facilitar o que registram de vida.

Eles esperam sempre o mesmo de mim:
Que eu seja cego,surdo,mudo
Passsivo e inconsciente - morto
Para que aceite "proteções" como subornos
Para que cada vez que me cale
Receba uma estrela para decorar uma coroa de covarde.

Por isso controlem suas palavras
Não precisamos desse sentimentalismo barato
Não pertencemos a vocês - não somos escravos
Somos sublimes!!!

Domingo, Maio 15, 2005

Tarde d& Domingo

Visite o meu olhar
E me demonstre todo o seu carisma
Mostre-me a magia da neblina
Ambale meu coração nessa noite mágica.

Hoje o dia é nosso
E a vida inteira está direcionada
Para o nosso amor...

Sexta-feira, Abril 15, 2005

Como nascem os Anjos

Ficou sentado a tarde inteira
Não se moveu absolutamente para nada,
Enfeou a mão no bolso esquerdo
E como passe de mágica
Deu existência a balas, doces...

Comeu como criança
Riu como criança
Bem baixinho, para ninguém notar.

Pediu um saco de pipoca
Comeu uma a uma
Sem demonstrar qualquer pressa
Preocupação ou receio.

Com uma brisa leve
Veio o desespero
O choro torno-se real
E tinha sabor de água do mar.

Quem passava não notava
Não dava importância
Nem se quer acreditava
Em coisa parecida
Plena avenida, guarda-corpo,
Uma ponte e o inicio do alivio constante.

Cantou a música que mais gostava
Em alto e bom som
Aproveitando cada segundo;
Plantou-se no nada
Floriu-se para novos horizontes
Saciou a sede ocasionada
Pela pipoca, balas e doces.

Quinta-feira, Abril 14, 2005

Homens não choram

Quando dei por mim
Já estava chorando,
Soluçando e soluçando.

Talvez tenha sido
Um cisco que entrou
No meu olho;
Sabe, homem não chora
Apenas fica triste
Perde o sorriso.

Ficar com os olhos apertados
Não resolve os problemas
Mas, dá pra não enxergá-los tão facilmente
Dá pra ter esperanças.
Proporciona acreditar
Que as coisas um dia
Serão normais outras vez
Vendo você acordar com raiva
Reclamando do volume da TV
Vendo você dormir tão pesado
Que nem consegue lembrar
Que não tomou banho, nem comeu nada
Vendo você falar bem baixinho
Que tudo vai dar certo.

Ontem apertei tanto o seu travesseiro
Cheirei tanto as suas roupas
Que quando me dei conta
Já estava chorando
Soluçando e soluçando
E lembrando de uma estória
De amor que vivi
Com você em dias assim
Recheados de emoções.

Quarta-feira, Abril 13, 2005

Olhos que brilham


Como você me pede 1
Pra não chorar 2
Se você já está chorando? 3

Como você pode afirmar 4
Que não acredita mais 5
Se você ainda nem cresceu 6
Nem conheceu o mundo 7
Se nem aprendeu a dormir sozinha? 8

Meus olhos brilham 9
E a luz que se revela na porta 10
Não é a mesma que aparece no final do túnel 11
Não é a mesma que vem do teu olhar 12
Irradiado de distorção. 13

Vou te pedir para ficar, 14
Vou te segurar bem forte, 15
Beijar a tua testa, 16
Pedir que não fiques, 17
Escrever-te o poema mais bonito, 18
Cantar a música mais bela, 19
E encostar a cabeça no teu peito 20
Com o máximo de leveza para não incomodar 21
Ouvindo teu coração no mesmo compasso 22
Que o meu desejo. 23

Como posso deixar você ir
Sem antes provar
Que não me arrependo de nada
Que fiz, que fui, que sou;
E que te escolhi pra cuidar de mim
Assim como amo cuidar
de você.